sexta-feira, 30 de novembro de 2007

..no sinal ninguém

Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.


Todo dia é dia, toda hora é hora

Neném não demora pra se levanter.

Mãe lavando roupa, pai já foi embora,

E o caçula chora pra se acostumar

Com a vida lá de fora do barraco,

Hai que endurecer um coração tão fraco,

Pra vencer o medo de trovão,

Sua vida aponta a contra-mão.


Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.

Tudo é tão normal, todo tal e qual,

Neném não tem hora pra ir se deitar.

Mãe passando roupa do pai agora,

De um outro caçula que já vai chegar,

É mais uma boca dentro do barraco,

Mais um kilo de farinha do mesmo saco,

Pra alimentar um novo João ninguém,

E a cidade cresce junto com neném.


Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá relampiano, cadê neném?

Tá vendendo drops no sinal pra alguém.

Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.

Lenine e Paulinho Moska



As fotos sao de um optimo fotografo , porque eu nao tenho coragem de fotografa-las...




3 comentários:

  1. menina... que fotos tão intensas... q vontade de partilhar contigo algumas alegrias e novidades... que saudades!! beijinho..

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  2. Um poema tão maravilhoso para uma realidade tão evidente! O poema expõe, as fotos documentam! È bom saber que a "XINELA" está presente e atenta!
    Beijos

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  3. sarita...a coragem para tirar fotos como essas está para breve. Só o facto de andares por esses sitios esquecidos pelo Homem já é de uma coragem imensa. Continua a absorver e a partilhar, nós gostamos e apesar de longe tua presença itensifica-se. Beijo de saudade!

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