Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.
Todo dia é dia, toda hora é hora
Neném não demora pra se levanter.
Mãe lavando roupa, pai já foi embora,
E o caçula chora pra se acostumar
Com a vida lá de fora do barraco,
Hai que endurecer um coração tão fraco,
Pra vencer o medo de trovão,
Sua vida aponta a contra-mão.
Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.
Tudo é tão normal, todo tal e qual,
Neném não tem hora pra ir se deitar.
Mãe passando roupa do pai agora,
De um outro caçula que já vai chegar,
É mais uma boca dentro do barraco,
Mais um kilo de farinha do mesmo saco,
Pra alimentar um novo João ninguém,
E a cidade cresce junto com neném.
Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá relampiano, cadê neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém.
Tá vendendo drops, e no sinal ninguém.
Lenine e Paulinho Moska

As fotos sao de um optimo fotografo , porque eu nao tenho coragem de fotografa-las...



menina... que fotos tão intensas... q vontade de partilhar contigo algumas alegrias e novidades... que saudades!! beijinho..
ResponderEliminarUm poema tão maravilhoso para uma realidade tão evidente! O poema expõe, as fotos documentam! È bom saber que a "XINELA" está presente e atenta!
ResponderEliminarBeijos
sarita...a coragem para tirar fotos como essas está para breve. Só o facto de andares por esses sitios esquecidos pelo Homem já é de uma coragem imensa. Continua a absorver e a partilhar, nós gostamos e apesar de longe tua presença itensifica-se. Beijo de saudade!
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